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Hattie Cobb's List: Fernando de Noronha

  • Sep 27, 10

    islands off the coast of brazil - possibly a place where a bicheiro could live

    • Fernando de Noronha é um dos lugares mais visitados do planeta. Em média, cerca de 12.000 turistas visitam o arquipélago todos os meses. Estima-se que esse número poderá crescer em até 30% no período de setembro de 2010 a fevereiro de 2011. Segundo informações das autoridades locais é permitido a entrada de 500 pessoas por dia na ilha. Essa medida tem como principal objetivo a proteção do parque.
    • Fernando de Noronha: História da ilha remete ao inferno e ao paraíso<!--/TITULO--> 

       <!--/--> <!--TEXTO--> SILVIO CIOFFI
      Enviado especial a Fernando de Noronha

      É lugar-comum chamar Fernando de Noronha de paraíso. Ironicamente, poucos hoje se lembram que esse conjunto de 21 ilhas e ilhotas foi, por 201 anos, um presídio infernal.

      De acordo com a história oficial, o arquipélago foi descoberto em 1503 por Américo Vespúcio, o intrépido navegador florentino que deu nome à América.

      Isso ocorreu quando, integrando a segunda expedição exploradora da costa brasileira, capitaneada por Gonçalo Coelho, Vespúcio aportou no arquipélago.

      Mas, como nem tudo é pacífico na história dessas ilhas de exuberante vida submarina na costa brasileira, Vespúcio não deve ter sido o primeiro europeu a visitar o local.

      O mapa do espanhol Juan de la Cosa, de 1502, e o atlas do português Alberto Cantino, de 1503, já delineiam perfeitamente as ilhas, dando margem a dúvidas sobre de quem seria o pioneirismo.

      É certo, entretanto, que, em 1504, o cristão-novo Fernan de Loronha, financiador de Gonçalo Coelho, foi designado por Portugal donatário da capitania hereditária -e jamais esteve ali.

      Estratégico na travessia dos europeus rumo à América do Sul na época das navegações, o arquipélago de Fernando de Noronha também foi chamado em algumas cartas de ilha da Quaresma, de ilha dos Golfinhos e de ilha de São João. Dependia do invasor, e esse papel coube sucessivamente a holandeses, franceses e ingleses. O local voltou ao domínio português em 1737.
    • História recente

      Entre 1938 e 1945, Fernando de Noronha foi um presídio político. O ex-governador pernambucano Miguel Arraes esteve preso ali.

      Uma das conseqüências da utilização do arquipélago como colônia penal foi o desmatamento. Para evitar que os presos pudessem fabricar jangadas, foram arrancadas árvores. Mas outras "experiências" modificaram o ambiente local indelevelmente: a importação do teju, um tipo de lagarto, para eliminar as ratazanas que vinham nos navios, fez escassear ovos de aves e de tartarugas.

      Já as trepadeiras jitiranas, introduzidas a pretexto de alimentar o gado, multiplicaram-se mais do que o desejável.

      Em 1942, quando os EUA entraram na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o Brasil concordou que os norte-americanos lá montassem uma estação para rastreamento aéreo na vila do Boldró, onde fica o hotel Esmeralda.

      Fernando de Noronha passou, na prática, à condição de Território Federal, condição confirmada pela Constituição de 1945.

      Quando o arquipélago se livrou da sua função de presídio, o então presidente Juscelino Kubistchek lá esteve, em 1957.

      Nos anos seguintes, as Três Armas passaram a administrar o arquipélago em regime de rodízio.

      Em 1987, no governo de José Sarney, o jornalista Fernando César Mesquita foi nomeado governador, tendo sido o único civil a desempenhar a função. No ano seguinte, a Constituição devolveu a jurisdição ao governo do Estado de Pernambuco.

      Silvio Cioffi viajou a convite da CVC.
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