"Administração do Tempo (*)
Eduardo O C Chaves
I. Por que Administrar o Tempo?
II. Empecilhos à Administração do Tempo
III. Ferramentas de Administração de Tempo
I. Por que Administrar o Tempo?
Santo Agostinho afirmou, em suas
Confissões
, que discutir o tempo é algo muito complicado, pois o
tempo parece ser, quando não tentamos discorrer sobre ele, algo simples, que
todo o mundo conhece. Basta, porém, tentar teorizar sobre ele para que nos
vejamos diante de grande confusão .
Ao me propor discutir a administração do tempo
estou, de certa forma, correndo riscos semelhantes. De um lado, o risco de ficar
discutindo o óbvio, que é do conhecimento geral. De outro, o de, ao tentar fugir
do óbvio, cair na maior confusão.
Neste trabalho tento evitar confusão, mesmo
correndo o risco de só dizer óbvio. Na verdade, às vezes precisamos ser
relembrados do óbvio.
Comecemos por analisar alguns mitos acerca da
administração do tempo.
O primeiro é que quem administra o tempo
torna-se escravo do relógio. A verdade é bem o contrário. Quem administra o
tempo coloca-o sob controle, torna-se senhor dele. Quem não o administra é por
ele dominado, pois acaba fazendo as coisas ao sabor das pressões do momento, não
na ordem e no momento em que desejaria.
Esse mito se alimenta do fato de que muitas
pessoas que tentam administrar o tempo acreditam (pelo menos no início) que é
possível programar 100% do seu tempo. Administrar o tempo, para elas, acaba
sendo, por causa disso, como vestir uma camisa de força e não mais tirá-la. A
verdade é que administrar o tempo não é programar a vida nos mínimos detalhes: é
adquirir controle sobre ela. É necessário planejar, sem dúvida. Mas é preciso
ser flexível, saber fazer correções de curso. Se você está fazendo algum
trabalho e está
inspirado, produzindo bem, não há
razão para parar,
simplesmente porque o tempo alocado àquela tarefa expirou. Se a tarefa que viria
a seguir, em seu planejamento, puder ser re