afinal não é um domingo, apesar de parecer um domingo, de as ruas parecerem domingo e o tempo sem pressa dentro de casa tamb...ém parecer domingo.
Mas para mim é domingo e amanhã vai ser segunda-feira e consigo ver as voltas que tenho de dar e as pessoas que vou encontrar, as reuniões que vou ter, o Terreiro do Paço cheio de turistas, os cafés cheios de gente e as tascas com os pratos do dia com cruzinhas na ementa e os passeios e os bancos de jardim onde se pode escrever.
Vejo todas essas imagens na minha memória e dão-me tanto prazer como se as vivesse, acelero o passo para apanhar o eléctrico vazio porque tem um número que não vem no guia dos turistas e dentro da minha cabeça levanto a cabeça para olhar o céu enorme espalhado por cima do rio.
Estou em casa, neste falso domingo, mas olho o céu e o rio e o Terreiro do Paço cheio de turistas felizes com o sol. Quanto tempo vai ficar ali, assim fresca, esta memória? Irá desvanecer-se antes de voltar a ver o Terreiro do Paço cheio de turistas felizes com o sol? Quanto tempo se pode viver só dentro da nossa cabeça? É verdade que vivemos aí dentro a vida toda, mas temos o sol e as pessoas e os almoços a entrar-nos constantemente pela cara dentro, não é esta privação sensorial. Quanto tempo duram as memórias felizes? O que acontece depois? De que se vive quando as memórias felizes não são substituídas por novas memórias felizes?
my livebinders
shoma panj ta on bala chichi balghoor mikonid vase khodetun?
man ino vase my friend am share kardam
leave here, go to jelo khone khodetun and play toop bazi , deha
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