A liberdade como parteira da tirania
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É por essa via que o formalismo liberal ajuda mais profundamente a militância esquerdista a assumir o poder no mundo. A autoridade do establishment científico é hoje um dos instrumentos mais eficazes de que a burocracia estatal lança mão para planejar e controlar a conduta das multidões.
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Muitos dos valores e princípios que orientaram a humanidade durante milênios e que, sem nenhum pressuposto religioso, ainda eram sustentados com tanta veemência pelo iluminismo inglês – incorporando-se, através dele, na tradição política americana –, foram obtidos por pessoas especiais em circunstâncias especiais. Não estão à mercê de qualquer grupo de estudantes entusiasmados com demonstações de laboratório. Constituem um patrimônio de sutilezas tão difíceis de apreender quanto a forma interna das obras de arte superiores ou quanto as virtudes ocultas na alma de um santo discreto.
<!-- D(["mb","\u003c/font\>\u003c/span\>\u003c/h2\>\n\u003ch2 style\u003d\"margin:6pt 0cm 0pt;text-indent:35.4pt\"\>\u003cspan style\u003d\"font-weight:normal;font-size:12pt\"\>\u003cfont face\u003d\"Times New Roman\"\>A verdadeira divergência entre o pensamento tradicional e \no formalismo moderno é que o primeiro incorpora esse tesouro de sutilezas, mesmo \nsabendo que a prova delas depende de qualidades humanas raras exercidas em \ncircunstâncias ainda mais raras, ao passo que o segundo exige a prosternação \ngeral ante a autoridade de um “coletivo” acadêmico constituído da unanimidade \ndos cientistas médios. É por essa via que o formalismo liberal ajuda mais \nprofundamente a militância esquerdista a assumir o poder no mundo. A autoridade \ndo \u003ci\>establishment\u003c/i\> científico é hoje um \ndos instrumentos mais eficazes de que a burocracia estatal lança mão para \nplanejar e controlar a conduta das multidões. Estas não sabem, é claro, o quanto \nessa autoridade é limitada e pouco racional, já que baseada numa concepção \nprotocolar e diminutiva da razão, assim como na credulidade cega das massas. \nFalarei mais sobre isso em artigos vindouros, mas desde já posso enunciar uma \nconclusão: aqueles que são capazes de uma análise crítica mais aprofundada do \nassunto têm a obrigação de entender que não há nada de científico em negar um \nrelato só porque os fatos que ele transmite não podem ser repetidos, já que isto \nresultaria em impugnar todo conhecimento que temos da história humana. Eles têm, \npor isso, o dever estrito de compreender a tragédia do formalismo liberal, que \nergue bem alto a cabeça temível da autoridade no instante mesmo em que promete \nafogá-la e dissolvê-la na “liberdade de mercado”. \n\u003c/font\>\u003c/span\>\u003c/h2\>\u003c/div\>\u003c/font\>\u003cbr\>\u003cbr\>\u003cbr\>\u003cdiv\>\u003cfont style\u003d\"color:black;font:normal 10pt ARIAL, SAN-SERIF\"\>\u003chr style\u003d\"margin-top:10px\"\>See what's free at \u003ca title\u003d\"http://www.aol.com?ncid\u003dAOLAOF00020000000503\" href\u003d\"http://www.aol.com?ncid\u003dAOLAOF00020000000503\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>AOL.com\u003c/a\>. \u003c/font\>\u003c/div\>\u003c/div\>\n",0] ); //-->
A
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verdadeira divergência entre o pensamento tradicional e o formalismo moderno é que o primeiro incorpora esse tesouro de sutilezas, mesmo sabendo que
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prova delas depende de qualidades humanas raras exercidas em circunstâncias ainda mais raras, ao passo que o segundo exige
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prosternação geral ante
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autoridade de um “coletivo” acadêmico constituído
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unanimidade dos cientistas médios.
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O formalismo moderno, que subscreve as precauções metodológicas da ciência materialista, acredita, ao contrário, que um conhecimento é tanto mais precioso e investido de autoridade quanto mais fácil de conferir e mais acessível, portanto, ao controle da coletividade. É um conceito, evidentemente, mercadológico e retórico do conhecimento. A humanidade precisou decair muito para que verdades essenciais entrevistas ainda que nebulosamente por homens sábios, ou por testemunhas privilegiadas, fossem preteridas em favor de detalhes de segunda ordem comprovados por uma multidão de medíocres e imbecis.
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Não há nada de irracional em dar fé
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esses relatos, porque os moribundos não têm interesses
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defender e entre as testemunhas ouvidas por esses e outros autores não havia um só reconhecidamente desequilibrado.
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objeção que os materialistas fazem é que os fatos
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í narrados não são experiências repetíveis à vontade em laboratório. São
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<!-- D(["mb"," testemunhos \nindividuais, inacessíveis ao controle da comunidade científica. Essa objeção não \ninvalida as narrativas, é claro, mas as impede de receber o aval do \u003ci\>establishment\u003c/i\> acadêmico. Ao mesmo tempo, \nno entanto, os testemunhos individuais continuam válidos em História e \njurisprudência, assim como na orientação das vidas pessoais e nas decisões \npolíticas. Os antigos consideravam que um conhecimento era tanto mais valioso e \ndigno de respeito quanto mais versasse sobre assuntos vitais e fosse, por isso \nmesmo, mais difícil de obter. O formalismo moderno, que subscreve as precauções \nmetodológicas da ciência materialista, acredita, ao contrário, que um \nconhecimento é tanto mais precioso e investido de autoridade quanto mais fácil \nde conferir e mais acessível, portanto, ao controle da coletividade. É um \nconceito, evidentemente, mercadológico e retórico do conhecimento. A humanidade \nprecisou decair muito para que verdades essenciais entrevistas ainda que \nnebulosamente por homens sábios, ou por testemunhas privilegiadas, fossem \npreteridas em favor de detalhes de segunda ordem comprovados por uma multidão de \nmedíocres e imbecis. A confirmação pública é um luxo quase nunca acessível \nàquele que busca sinceramente o conhecimento. E fazer dela a fonte da certeza é \nsimplesmente trocar o desejo de conhecimento pelo simples medo de errar, que é \nquase sempre, como dizia Hegel, puro medo de conhecer. \n\u003c/font\>\u003c/span\>\u003c/h2\>\n\u003ch2 style\u003d\"margin:6pt 0cm 0pt;text-indent:35.4pt\"\>\u003cspan style\u003d\"font-weight:normal;font-size:12pt\"\>\u003cfont face\u003d\"Times New Roman\"\>Muitos dos valores e princípios que orientaram a \nhumanidade durante milênios e que, sem nenhum pressuposto religioso, ainda eram \nsustentados com tanta veemência pelo iluminismo inglês – incorporando-se, \natravés dele, na tradição política americana –, foram obtidos por pessoas \nespeciais em circunstâncias especiais. Não estão à mercê de qualquer grupo de \nestudantes entusiasmados com demonstações de laboratório. Constituem um \npatrimônio de sutilezas tão difíceis de apreender quanto a forma interna das \nobras de arte superiores ou quanto as virtudes ocultas na alma de um santo \ndiscreto. ",1] ); //-->
testemunhos individuais, inacessíveis ao controle
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> Essa objeção não invalida as narrativas, é claro, mas as impede de receber o aval do establishment acadêmico. Ao mesmo tempo, no entanto, os testemunhos individuais continuam válidos em História e jurisprudência, assim como na orientação das vidas pessoais e nas decisões políticas. -
Não há nada de irracional em dar fé a esses relatos, porque os moribundos não têm interesses a defender e entre as testemunhas ouvidas por esses e outros autores não havia um só reconhecidamente desequilibrado. A objeção que os materialistas fazem é que os fatos aí narrados não são experiências repetíveis à vontade em laboratório. São
<!-- D(["mb"," testemunhos \nindividuais, inacessíveis ao controle da comunidade científica. Essa objeção não \ninvalida as narrativas, é claro, mas as impede de receber o aval do \u003ci\>establishment\u003c/i\> acadêmico. Ao mesmo tempo, \nno entanto, os testemunhos individuais continuam válidos em História e \njurisprudência, assim como na orientação das vidas pessoais e nas decisões \npolíticas. Os antigos consideravam que um conhecimento era tanto mais valioso e \ndigno de respeito quanto mais versasse sobre assuntos vitais e fosse, por isso \nmesmo, mais difícil de obter. O formalismo moderno, que subscreve as precauções \nmetodológicas da ciência materialista, acredita, ao contrário, que um \nconhecimento é tanto mais precioso e investido de autoridade quanto mais fácil \nde conferir e mais acessível, portanto, ao controle da coletividade. É um \nconceito, evidentemente, mercadológico e retórico do conhecimento. A humanidade \nprecisou decair muito para que verdades essenciais entrevistas ainda que \nnebulosamente por homens sábios, ou por testemunhas privilegiadas, fossem \npreteridas em favor de detalhes de segunda ordem comprovados por uma multidão de \nmedíocres e imbecis. A confirmação pública é um luxo quase nunca acessível \nàquele que busca sinceramente o conhecimento. E fazer dela a fonte da certeza é \nsimplesmente trocar o desejo de conhecimento pelo simples medo de errar, que é \nquase sempre, como dizia Hegel, puro medo de conhecer. \n\u003c/font\>\u003c/span\>\u003c/h2\>\n\u003ch2 style\u003d\"margin:6pt 0cm 0pt;text-indent:35.4pt\"\>\u003cspan style\u003d\"font-weight:normal;font-size:12pt\"\>\u003cfont face\u003d\"Times New Roman\"\>Muitos dos valores e princípios que orientaram a \nhumanidade durante milênios e que, sem nenhum pressuposto religioso, ainda eram \nsustentados com tanta veemência pelo iluminismo inglês – incorporando-se, \natravés dele, na tradição política americana –, foram obtidos por pessoas \nespeciais em circunstâncias especiais. Não estão à mercê de qualquer grupo de \nestudantes entusiasmados com demonstações de laboratório. Constituem um \npatrimônio de sutilezas tão difíceis de apreender quanto a forma interna das \nobras de arte superiores ou quanto as virtudes ocultas na alma de um santo \ndiscreto. ",1] ); //-->
testemunhos individuais, inacessíveis ao controle da comunidade científica. -
A crença num mundo transcendente à experiência usual humana e num princípio de justiça divina imperando sobre o cosmos é um dos dados mais universais da história das culturas e sociedades. Do homem de Neandertal até hoje, não encontramos um único exemplo de “sociedade laica”, isto é, construída inteiramente à margem dessa crença. Um fenômeno tão generalizado não pode ser explicado em função de estereótipos pejorativos como “a necessidade de crer”, “os interesses da classe sacerdotal”, etc.
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Embora os iluministas da linhagem de Shaftesbury não fossem nada religiosos, todos eles reconheciam a importância da religião para a preservação dos sentimentos morais básicos.
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O pensamento formalista, não podendo afirmar valores substantivos, apega-se ao ícone da “liberdade”, mas, sem o amparo nas virtudes, é a liberdade de mercado que se torna o modelo de todas as demais liberdades. Daí a tendência a sacrificar em prol do mercado os próprios valores que o possibilitam, na esperança louca de que ele volte a criá-los por mágica. Deste ponto de vista, Clinton estava muito mais próximo dos ideais liberais do que Reagan.
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ncentivando o comércio com a China, sob o pretexto de que a liberalização da economia traria automaticamente a da política (típico raciocínio liberal-formalista), Clinton ajudou ainda a consolidar a ditadura dos generais de Pequim, aos quais fornecia, ao mesmo tempo, tecnologia atômica suficiente para varrer da face da terra a população americana.
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E aí o formalismo liberal, por mais que se proclame inimigo do comunismo, se torna um instrumento da estratégia esquerdista através do apoio que presta a
<!-- D(["mb","\u003ci\>slogans\u003c/i\> e bandeiras que lhe pareçam \n“ampliar a democracia” por meio do aumento das liberdades e direitos concedidos \na cada novo grupo militante e reivindicante. Como essa expansão dos direitos se \nfaz através de novas legislações, e a aplicação delas exige a criação de novos \nórgãos jurídico-administrativos especializados, o resultado é a intervenção cada \nvez maior do Estado na vida dos cidadãos. Uma vez mais, a liberdade vazia é a \nparteira da ditadura.\u003c/font\>\u003c/span\>\u003c/h2\>\n\u003ch2 style\u003d\"margin:6pt 0cm 0pt;text-indent:35.4pt\"\>\u003cspan style\u003d\"font-weight:normal;font-size:12pt\"\>\u003cfont face\u003d\"Times New Roman\"\>Esse processo, coexistindo às vezes com a retração do \nintervencionismo estatal em economia, pode levar a algumas situações \naparentemente paradoxais. A administração Reagan, por exemplo, restaurou o \nsentido dos valores tradicionais na política e acertou um golpe mortal no \ncoração do movimento comunista. Para fazê-lo, no entanto, aumentou barbaramente \no orçamento estatal, que sua plataforma “classic liberal”\u003cspan\> \u003c/span\>prometia diminuir. Já o governo Clinton, \nque foi recordista de privatizações, campeão do “enxugamento do Estado”, impôs \nao mesmo tempo, no campo jurídico, moral e cultural, inúmeras novidades \n“politicamente corretas” que ampliaram formidavelmente a margem de intervenção \ndo Estado na vida privada (escrevi sobre isso em “O Jardim das Aflições” no \ninstante mesmo em que a coisa estava acontecendo). Incentivando o comércio com a \nChina, sob o pretexto de que a liberalização da economia traria automaticamente \na da política (típico raciocínio liberal-formalista), Clinton ajudou ainda a \nconsolidar a ditadura dos generais de Pequim, aos quais fornecia, ao mesmo \ntempo, tecnologia atômica suficiente para varrer da face da terra a população \namericana.\u003c/font\>\u003c/span\>\u003c/h2\>\n\u003ch2 style\u003d\"margin:6pt 0cm 0pt\"\>\u003cspan style\u003d\"font-weight:normal;font-size:12pt\"\>\u003cfont face\u003d\"Times New Roman\"\>\u003cspan\>\n\u003c/span\>O pensamento formalista, não podendo afirmar valores substantivos, \napega-se ao ícone da “liberdade”, mas, sem o amparo nas virtudes, é a liberdade \nde mercado que se torna o modelo de todas as demais liberdades. Daí a tendência \na sacrificar em prol do mercado os próprios valores que o possibilitam, na \nesperança louca de que ele volte a criá-los por mágica. Deste ponto de vista, \nClinton estava muito mais próximo dos ideais liberais do que Reagan. \n",1] ); //-->
slogans e bandeiras que lhe pareçam “ampliar a democracia” por meio do aumento das liberdades e direitos concedidos a cada novo grupo militante e reivindicante. Como essa expansão dos direitos se faz através de novas legislações, e a aplicação delas exige a criação de novos órgãos jurídico-administrativos especializados, o resultado é a intervenção cada vez maior do Estado na vida dos cidadãos. Uma vez mais, a liberdade vazia é a parteira da ditadura. -
Tanto a tradição política britânica quanto a Revolução Americana imbuíram-se profundamente desse ensinamento, enquanto Locke exercia mais influência na França, sobretudo através de Voltaire
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O homem era levado a respeitar a liberdade do próximo pela sua benevolência, generosidade e tolerância, e não pelo mero interesse egoísta de preservar a sua própria liberdade.
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Os volumosos romances de Ayn Rand não são senão a transposição afirmativa da sátira de Mandeville, com seus heróis egoístas gerando mais benefícios para a coletividade do que todos os sacrifícios dos virtuosos.
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Enquanto esta enfatizava a liberdade, julgando que só a livre concorrência dos interesses individuais produziria o bem coletivo, eles entendiam que a liberdade não era um princípio autofundante, mas o simples resultado das virtudes básicas que fundamentavam a vida em sociedade
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O sentido da historieta é que, cada indivíduo cuidando apenas do seu interesse próprio, tudo se ajeita espontaneamente para o benefício de todos; ao passo que o esforço para ser bom e virtuoso coloca o homem em oposição ao interesse geral e leva à destruição da sociedade.
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Dessa divergência radical quanto à origem do conhecimento seguem-se duas concepções opostas da vida em sociedade.
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embora nenhuma influência escolástica seja visível nas obras desses filósofos, e embora eles não fossem religiosos de maneira alguma (com exceção de Butler e Berkeley), não é possível deixar de perceber a perfeita concordância entre a sua noção do instinto moral e o conceito escolástico da sindérese, a capacidade inata do ser humano para apreender os princípios da moralidade.
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Para Shaftesbury, Hutcheson, Reid e sua prole intelectual, as sensações de prazer e dor, por si, não têm nenhum significado moral. Por mais que se somassem, não ensinariam ninguém a distinguir entre o bem e o mal, só entre o interesse próprio e o alheio
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Segundo Locke, a mente humana, ao nascer, é uma folha em branco. Todos os conteúdos lhe vêm de fora, através das impressões sensíveis
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A diferença entre as duas filosofias começa numa questão de teoria do conhecimento e desemboca em concepções opostas e irredutíveis da sociedade política
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A primeira, através do materialismo do século XIX, desembocaria em Ayn Rand; a segunda nos pais intelectuais do atual movimento conservador americano, Russel Kirk e Irving Kristol
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o iluminismo inglês, tão influente sobre a Revolução Americana, não foi um movimento simples e unilinear, mas um conflito insanável entre duas correntes de pensamento,
Why I became a conservative by Roger Scruton
Tags: burke, conservative, politics, rogerscruton on 2006-12-02 -All Annotations (0) -About
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It was enough to understand this, to
recognize that one had no choice, as a free-thinking intellectual, save to
reject conservatism. -
The choice remaining was between reform and
revolution. Do we improve society bit by bit, or do we rub it out and start
again?
O sucesso do fracasso
Tags: comunismo, desconstrucionismo, marxismo on 2006-12-01 -All Annotations (0) -About
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Proclamando que a liberdade consiste em negar a verdade, o desconstrucionista só exerce sua liberdade de viver da ficção e sentir um gostinho de poder até o momento em que a morte substitui todas as ficções por uma verdade "indesconstruível" e a vontade de poder pela impotência definitiva dos cadáveres.
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Objetivamente falando, o valor inteiro do projeto desconstrucionista depende da premissa saussuriana de que o sentido de uma palavra é apenas a diferença entre ela e todas as outras. Essa premissa é falsa. Suponham a frase: "Jacques Derrida morreu." A diferença entre Jacques Derrida e todos os outros seres dotados de nomes humanos é a mesma quer ele esteja vivo ou morto. A diferença entre morrer e estar vivo, por sua vez, é a mesma quer você esteja vivo ou morto. Mas, se Jacques Derrida morreu, a diferença entre ele e todos os outros continua intacta, enquanto ele, o indivíduo Jacques Derrida, não será mais visto por aí dando palestras e encantando milhões de idiotas. Ou a expressão "Jacques Derrida" significa algo mais do que a diferença entre ela e todas as outras, ou tabnto faz Jacques Derrida estar morto ou vivo.
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Reparando em detalhes como esse, o próprio Jacques Derrida foi obrigado a moderar as pretensões do seu método, reconhecendo a existência de "indesconstruíveis" e, no fim, admitindo que entre eles estava – que raiva, pô! – o próprio
<!-- D(["mb","<i><span style\u003d\"font-style:italic\">Logos</span></i>. Desconstrua você o que desconstruir, estará sempre,\npelo simples fato de pensar e falar, dentro de um quadro de referências balizado\npelo Verbo Divino ou por seus reflexos na tradição metafísica. No fim das\ncontas, a <i><span style\u003d\"font-style:italic\">Destruktion</span></i>, como o projeto nazista,\npode destruir muitas coisas em torno, mas se destrói a si mesma – e àqueles que\nembarcaram na sua proposta – em escala infinitamente maior. Proclamando que a\nliberdade consiste em negar a verdade, o desconstrucionista só exerce sua\nliberdade de viver da ficção e sentir um gostinho de poder até o momento em que\na morte substitui todas as ficções por uma verdade "indesconstruível" e a vontade\nde poder pela impotência definitiva dos cadáveres. Expressão modernizada da\nrevolta gnóstica contra a estrutura da realidade, o projeto desconstrucionista\nestá destinado ao fracasso, mas o fracasso cognitivo pode ser um sucesso\npolítico-social, na medida em que arraste na sua voragem milhões de idiotas\nhipnotizados pela atração do abismo. </span></font></p>\n\n</div>\n\n</div>\n\n\n\n\n",0] ); D(["ce"]); //-->
Logos. Desconstrua você o que desconstruir, estará sempre, pelo simples fato de pensar e falar, dentro de um quadro de referências balizado pelo Verbo Divino ou por seus reflexos na tradição metafísica. -
A essência da filosofia de Martin Heidegger consiste em abolir o Logos, o verbo divino que faz a ponte entre o pensamento humano e a realidade externa, e colocar em seu lugar a "vontade de poder" do Führer.
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"Quem nos livrará da civilização ocidental?", perguntava angustiado Lukacs. Quem logo se apresentou como primeirão da fila foi o nazista Martin Heidegger.
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Todo o empreendimento desconstrucionista é, de fato, uma resposta prática ao apelo formulado pelo marxista húngaro Georg Lukacs, ao perceber que o grande obstáculo ao comunismo não era o poder econômico da burguesia, mas dois milênios de civilização judaico-cristã.
Catholic Information Center on Internet
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Darwin's theory in a nutshell is that organisms produce offspring which vary
slightly from their parents, and natural selection will favor the survival of
those individuals whose peculiarities (sharper teeth, more prehensile claws,
etc.) render them best adapted to their environment. -
Although his name is synonymous with the theory, Darwin did not create the
theory of the evolutionary origin of life forms. It had been broached by
ancient Greek philosophers, speculated on by Saint Augustine, and developed
into a scientific hypothesis by the French zoologist Buffon a century before
the Origin. Darwin's unique contribution was to provide a plausible
explanation of how evolution occurred, one that was purely mechanistic
and dispensed with God. This was his theory of natural selection. -
The controversy is not
over evolution per se, but over the means by which it happened. The
crux of the issue is not evolution, but teleology. Either life forms came
about by blind chance or they did not. Darwin's theory of natural selection is
the only one available which purports to explain how Homo sapiens and
other species are exclusively the result of natural forces.
The Galileo Affair
Tags: christianity, church, science, stanleyjaki on 2006-11-26 -All Annotations (0) -About
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There is no question that if the debate over heliocentricism had remained
purely scientific, it would have been shrugged off by the Church authorities.
But in 1614, Galileo felt that he had to answer the objection that the new
science contradicted certain passages of Scripture. -
Galileo's other problem was that he insisted, despite the discoveries of
Kepler, that the planets orbit the sun in perfect circles. -
Such proof, however, was riot forthcoming. Galileo's belligerence probably had
much to do with the fact that he knew there was no direct proof of
heliocentricism. He could not even answer the strongest argument against it,
which was advanced by Aristotle. If the earth did orbit the sun, the
philosopher wrote, then stellar parallaxes would be observable in the sky. In
other words, there would be a shift in the position of a star observed from the
earth on one side of the sun, and then six months later from the other side.
Galileo was not able with the best of his telescopes to discern the slightest
stellar parallax. This was a valid scientific objection, and it was not
answered until 1838, when Friedrich Bessel succeeded in determining the
parallax of star 61 Cygni. -
But Galileo was intent on ramming Copernicus down the throat of Christendom.
The irony is that when he started his campaign, he enjoyed almost universal
good will among the Catholic hierarchy. But he managed to alienate almost
everybody with his caustic manner and aggressive tactics. His position gave
the Church authorities no room to maneuver: they either had to accept
Copernicanism as a fact (even though it had not been proved) and reinterpret
Scripture accordingly; or they had to condemn it. -
Galileo was a gifted tinkerer, and when he heard about the invention of the
telescope in Holland, he immediately built one for himself, characteristically
taking full credit for the invention. -
Copernicus had delayed the publication of his book for years because he feared,
not the censure of the Church, but the mockery of academics. It was the
hide-bound Aristotelians in the schools who offered the fiercest resistance to
the new science. Aristotle was the Master of Those Who Know; perusal of his
texts was regarded as almost superior to the study of nature itself. The
Aristotelian universe comprised two worlds, the superlunary and the sublunary.
The former consisted of the moon and everything beyond; it was perfect and
imperishable. The latter was the terrestrial globe and its atmosphere, subject
to generation and decay, the slagheap of the cosmos. -
Ptolemy's methodizing of Aristotle to explain the motion of the stars was part
of this academic baggage. And it made perfect empirical sense; by using it,
ships were able to navigate the seas and astronomers were able to predict
eclipses. So why give up this time-honored system for a new, unproved
cosmology which not only contradicted common sense (as no less an authority
than Francis Bacon averred), but also the apparent meaning of Scripture? -
But in reality Copernicus's book marked a sea change in human thought, one that
caught the universities even more off guard than the Church. Owen Barfield, in
his fascinating book Saving the Appearances, calls it "the real turning-point"
in
the history of science: "It took place when Copernicus (probably--it cannot be
regarded as certain) began to think, and others, like Kepler and Galileo, began
to affirm that the heliocentric hypothesis not only saved the appearances, but
was physically true .... -
Copernicus, a good Catholic, published his book at the
urging of two eminent prelates and dedicated it to Pope Paul III, who received
it cordially. -
The almost universal belief that the purpose of science was not to give a final
account of reality, but merely to "save appearances," accounts for how lightly
the Church hierarchy initially received Copernicus's theory. Astronomy and
mathematics were regarded as the play things of virtuosi. They were
accounted as having neither philosophical nor theological relevance. -
To the Greek and medieval mind, science
was a kind of formalism, a means of coordinating data, which had no bearing on
the ultimate reality of things. -
The modern age of science began in 1543 when Nicholas Copernicus, a Polish
Canon, published his epochal On the Revolution of the Celestial Orbs.
The popular view is that Copernicus "discovered" that the earth revolves around
the sun. Actually, the notion is at least as old as the ancient Greeks. But
the geocentric theory, endorsed by Aristotle and given mathematical
plausibility by Ptolemy, was the prevailing model until Copernicus. -
Since the Galileo case is one of the historical bludgeons that are used to beat
on the Church--the other two being the Crusades and the Spanish Inquisition--it
is important that Catholics understand exactly what happened between the Church
and that very great scientist. -
- it was perfectly acceptable to maintain Copernicanism as a working
hypothesis; and - if there were "real proof" that the earth circles around the sun, "then we
should have to proceed with great circumspection in explaining passages of
Scripture which appear to teach the contrary......"
In April
1615, he wrote a letter which amounted to an unofficial statement of the
Church's position. He pointed out that: - it was perfectly acceptable to maintain Copernicanism as a working
-
In 1215, the Fourth
Lateran Council taught that the universe had a beginning in time--an idea which
would have scandalized both an ancient Greek and a 19th century positivist, but
which is now a commonplace of modern cosmology. -
In Jaki's vivid phrase, science was "still-born"
in every major culture--Greek, Hindu, Chinese--except the Christian West. It
was the insistence on the rationality of God and His creation by St. Thomas
Aquinas and other Catholic thinkers that paved the way for Galileo and Newton.
The Great Thanksgiving Hoax - Mises Institute
Tags: america, economics, history, pilgrims, socialism, thanksgiving on 2006-11-25 -All Annotations (0) -About
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Thus the real reason for Thanksgiving, deleted from the official story, is: Socialism does not
work; the one and only source of abundance is free markets
Blefe historiográfico
Tags: brasil, desconstrucionismo, golpemilitar on 2006-11-24 -All Annotations (0) -About
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o sentido dos documentos é claro: os americanos recebiam informação de dentro do círculo golpista, mas, apesar de muitos planos e intenções, não fizeram nada. Passados pela máquina desconstrucionista, esses mesmos documentos são agora alardeados como prova de que, ao contrário, os americanos fizeram tudo: inventaram, planejaram, articularam, financiaram e dirigiram o golpe militar. É claro que essa leitura inverte o significado dos textos no instante mesmo em que apela à autoridade deles. Os americanos são poderosos, mas determinar sem ação nenhuma o curso dos acontecimentos é prerrogativa divina. No entanto, qual é o problema? Os desconstrucionistas sabem que estão mentindo, mas aprenderam com Jacques Derrida que a verdade é uma “opressão logocêntrica” e que é preciso destrui-la, a ela e à maldita lógica, por todos os meios disponíveis.
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Blefe historiográfico
Science: From the Womb of Religion
Tags: christianity, religion, science on 2006-11-22 -All Annotations (0) -About
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In Copernicus's explanation of why falling bodies do not fall behind on a fast rotating and even faster orbiting earth, they would have recognized a very old idea that had been argued for 200 years as part of the university education everywhere in Europe. The idea was formulated in early 14th-century Sorbonne under the name of impetus theory. It is the clear anticipation of Newton's First Law on which rest his Second and Third Laws, and ultimately all that marvelous set of laws that constitute classical and modem physics.
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Not only in Egypt but in all ancient cultures -- China, India, Babylon and Greece too -- the world was looked upon as an eternal being. Worse, that being was taken for a living entity, often for an animal full of unpredictable turns and twists. This should be kept in mind in recalling another ancient pagan way of looking at the universe. If the universe was not taken for deity itself, it was taken at least for a direct emanation from divinity, whatever it was. Such is the background of Plato's, of Plutarch's and of Cicero's references to the universe as the only-begotten, monogenes or unigenitus, being.
These words immediately take us to the very core of Christian religion, the dogma about Christ as the only-begotten, monogenes or unigenitus, Son of God. On the face of it, this dogma may seem to force a choice between Christ and the universe, or between the world to come and this world, or between religion and science.
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If progress is something like a voyage, its continuation does not cease to be a function of its very starting point and of the provisions acquired there. If religion is to be an ongoing progress, its very starting point should be rethought continually.
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Of course, not even the Greeks of old were able to give the word dogma the meaning given it by the church fathers. The new meaning stood for the conviction that truth, superhuman or supernatural as its reference point may be, must mean complete absence of contradictions and even of inconsistencies. This conviction produced the Trinitarian dogmas of Christianity and is, or rather should be, the deepest motivation of the scientific quest. Science certainly owes its only viable birth to that Christian dogmatic conviction. Viable birth is, of course, the best and most promising token of growth or progress, religious or other, together with the possibility for continual revitalization.
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In ancient Egypt only opinions were allowed. The only dogmatic phase of Egypt of old -- Akhenaton's exclusive sun worship -- was erased with all its traces immediately upon Akhenaton's. death and at the instigation of priests from Thebes. Clearly, they wanted neither innovation nor those certainties which are always dogmatic if truly certain. The ancient Egyptians' engrossment with the wildest combinations of animal forms shows their preference for. inconsistencies over certainties or dogmas.
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Yet the question why science did not arise in any of the great ancient cultures is one of the most important questions that can be raised about human history. Its answer is also the answer to the question why science is so novel
A carta dos militares
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Em perfeita continuidade, após a publicação de A Origem das Espécies a idéia foi retomada pela doutrina teosófica de Helena P. Blavatski e em seguida pela escola esotérica de Alice Bailey. Foi através desta vertente, representada pelo pedagogo ocultista Robert Müller, que o evolucionismo se incorporou oficialmente aos parâmetros educacionais da ONU, tornando-se mundialmente obrigatório como preparação da juventude para “a civilização do Terceiro Milênio”.
Preservando uma visão
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A luta dos monstros
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O filosofo americano Glenn Hughes, nesse livro maravilhoso que é Transcendence and History (University of Missouri Press, 2003), observa que, sem a idéia de um Deus transcendente, a própria concepção de uma unidade da espécie humana – para não falar da unidade da história -- seria inalcançável por falta de um molde superior unificante
Revista Veja, mais uma vítima do efeito estufa
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Frequentemente ouvimos histórias de terror sobre a possibilidade da Groenlândia e da Antártida em causar aumento de muitos metros nos níveis dos mares como resposta ao aquecimento global. Entretanto, Zwally et al. Colocam as coisas numa perspectiva adequada notando que os dados do mundo real que eles processaram indicam que a contribuição em curso das camadas de gelo da Groenlândia e da Antártida ao nível do mar “é pequena”. Pequena quanto? Com a equivalência observada entre perda de gelo e nível do mar a uma taxa de +0,05 milímetros por ano, levaria um milênio inteiro para elevar o nível global dos mares em apenas 5cm e 20.000 anos para elevar em um único metro.
The Philosophical Origins of Austrian Economics - Mises Institute
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He devoted two main works to the criticism of Marx: a chapter in
Capital and Interest
and a separately issued pamphlet,
Karl Marx and the Close of His System
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By characteristically precise and detailed work, Böhm-Bawerk undermined the key principle of Marxist economics, the labor theory of value. Most famously, he showed that Marx was unable to explain prices of production by the use of labor prices. But characteristically, this was not enough for him. Although the difficulty just mentioned, the so-called transformation problem, sufficed to ruin Marxist economics, Böhm-Bawerk did not confine his discussion to this issue. He criticized virtually every sentence in Marx's derivation of his theory of value. -
He devoted two main works to the criticism of Marx: a chapter in Capital and Interest and a separately issued pamphlet, Karl Marx and the Close of His System.
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Böhm-Bawerk did not hold that each concept must directly refer to something perceptible by the senses. Clearly, his source Occam would never have held such a view, since God is not perceptible and Occam was a devout Christian. Rather, the position is a more limited one. Concepts that do not refer to something perceptible must be derived from concepts of perceptible things.
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Böhm-Bawerk did not halt at the concept in his Herculean efforts to achieve clarity. He paid minute attention to the analysis of particular arguments advanced by other economists. By discovering logical errors in them, false doctrine would be overthrown and the cause of correct analysis advanced. The most famous instance of this procedure is his devastating examination of the economics of Karl Marx.
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In an incisive essay, "Control or Economic Law," he criticized the claim that the state has the ability to secure a prosperous economy in sovereign disregard of economic laws.
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By contrast, William Stanley Jevons had an entirely different notion of value. He equated value with utility or pleasure, measurable in units. He thought that an object created a certain number of units of pleasure in a person's mind when he came into the appropriate form of contact with it. The person as such really has little to do in regard to evaluation
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Conventional histories of economics class Jevons and Menger together with Léon Walras as the co-creators of the "subjectivist revolution." But in fact Menger ought not to be placed in the same group as the other two. (Walras will not be discussed in detail here: he tended to take "value" as an arbitrary unit or numeraire.) Only Menger had the notion of value as a judgment, a view that mirrored Brentano's analysis of the topic.
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The working of the mind in perception, according to Locke and Hume, was in essence automatic. If one saw a particular object, an idea would enter one's mind. The various ideas one accumulated were connected by laws of association. There was little room for the mind to operate in an autonomous fashion.
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Philosophers such as John Locke and David Hume held, to oversimplify, that ideas are pictures impressed on the mind by external objects. At least when in receipt of impressions, the mind is passive. The empiricists recognized active powers of the mind to some extent. But in order for the active powers to function, the mind first had to have ideas impressed on it.
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The leading philosopher who influenced Carl Menger was Franz Brentano. He resolutely rejected the doctrine of internal relations, along with the remainder of the Hegelian system.
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Trade should not be free but controlled by the state for its own purposes.[6]
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More generally, Hegel saw the state as the director of the economy. "Civil society," though not a part of the state, fell under its authority. To allow unrestricted scope to the supposed laws of classical economics was to subordinate a higher entity, the state, to a lower, the economy. Instead, the economy should be manipulated to enhance the state's power.
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Hegel saw the state as the director of the economy. 'Civil society,' though not a part of the state, fell under its authority.
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Hegel doubted whether the future was predictable, at least in important respects. The philosopher could only sum up the past: he could not reveal the future progress of absolute spirit.
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to Hegel, Newton's theories suffered from a fundamental flaw. Newton sharply distinguished physics from other areas of knowledge: his system depended only on a stated set of assumptions. By contrast, Hegel praised Johannes Kepler, who tried to bring the laws of astronomy into correspondence with mystical doctrines about numbers.
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The view that the economy is tightly interlocked with other social institutions is an application of a category of Hegel's Logic: organic unity.[4] In an animal, the parts function in relation to one another, subordinated to the whole organism. This is exactly the way the economy works, according to the Historical School.


